Quem sou eu

Minha foto
No blogue escrevo meus próprios textos (contos, crônicas, poemas, prosa poética) e também sobre os mais variados assuntos: literatura, cinema, viagens, gastronomia, amenidades, humanidades, música. Tudo que me toca. E que possa tocar os leitores.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

À moda de Hegel

Assaltaram meu pôr de sol cotidiano. Arrancaram minha vista panorâmica do bairro e da vida que borbulha nele. Deram cabo dessa minha pequena alegria. Alegria pequena, minúscula, mas grandiosa pra olhos de sensibilidade gigante. Eles fizeram tudo isso silenciosamente, primeiro; depois, com enorme estardalhaço, que doeram meus ouvidos. E machucaram meus olhos.
Mas o que ele não sabem é que não vão conseguir nunca, jamais, me conter. Atrás dessa muralha de concreto burguês, há de haver uma saída. Uma esperança, tão pequena quanto essa minha pretérita alegria. Hei de construir um atalho, um novo caminho, uma vereda, um desvio. Vou procurar meu pôr de sol cotidiano "alhures", porque, pensando em Hegel, eles não sabem, mas todo escravo tem uma saída.

2 comentários:

  1. eles não sabem
    e nem imaginam
    enquanto os prédios sobem
    horizontes se descortinam

    ResponderExcluir